Sem medo do dentista

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A primeira consulta pode ser decisiva para atenuar o medo terrível que muitas crianças sentem do dentista. Daí a importância do tratamento odontológico de uma criança ser com um odontopediatra. A maior parte das crianças que vai pela primeira vez ao cirurgião-dentista sente algum temor. Para tornar esse contato menos traumático, o odontopediatra usa ferramentas de trabalho que ele encontra na psicanálise, napsicologia e nas artes de modo geral.

A nova técnica terapêutica envolve o uso de métodos como o Jogo do Rabisco – modelo criado pelo pediatra e psicanalista britânico Donald Winnicott – e o manuseio de brinquedos em miniatura, assim como argila e jogos teatrais. Estas ferramentas de trabalho possibilitam às crianças se expressarem, permitindo uma abordagem clínica pedagógica no tratamento e estabelecendo os vínculos necessários para um bom resultado do tratamento odontopediátrico.

COMPLEXA, MAS SIMPLES

Muitos dos medos estão relacionados a experiências anteriores ruins ou a relatos de familiares sobre o pavor que sentem. Esse é um tipo de medo irracional, pois a experiência não foi vivenciada e o temor está presente de forma acentuada.

A técnica da mão sobre a boca, ainda usada nos dias a tuais, para impedir o choro, birra e as mordidas durante o atendimento odontológico, não traz resultados benéficos e acaba amedrontando ainda mais o paciente. É importante lembrar que cada caso é um caso, em especial quando trabalhamos com crianças. Para ajudá-la não basta conhecer as técnicas, mas conhecê-la na sua complexidade e simplicidade.

São muitos os fatores que influenciam no seu comportamento, e o profissional preparado saberá conduzi-la a uma experiência de encantamento facilitando o seu trabalho e criando vínculos responsáveis pelo sucesso na relação profissional-paciente.

Isso permite ao odontopediatra manejar melhor as situações inusitadas que permeiam nossos consultórios. Afinal, a boca é o órgão de maior expressão de sentimentos desde os primórdios da existência do ser humano, a fonte de inter-relação do ser com o mundo e que nos acompanha até o fim da vida.

Assim, o retorno será tranquilo. E serão tranquilos também outros tipos de tratamentos a que a criança se submeterá durante sua vida, evitando-se as condições fóbicas que presenciamos em tantos adultos que chegam aos consultórios, ainda nos dias de hoje, por não terem recebido um tratamento apropriado quando eram crianças.

Fonte: Câmara Técnica do Odontopediatria do CROSP